Ah o amor…

Estava eu aqui pensando se compartilho ou não a fossa… mas penso que talvez seja bom falar sobre o que incomoda, principalmente em relação ao amor. Mais cedo ou mais tarde todo mundo cai no vale do “amor”, que não é de todo ruim, mas que as vezes… e pra ser bem positiva, só as vezes dói. Não sei como é pra um monte de gente, mas pra mim dói “a little bit“…

Conhecer uma pessoa há 8 anos e parecer que não a conhece é triste. Ainda mais quando nesse tempo todo não se está com ela. Talvez esteja-se virtualmente, em pensamento, em querer o bem… mas não de verdade.

Como interpretar o rosto, os gestos, as palavras? Como saber o que falar? Pra mim, ser espontânea nunca foi um problema, mas nesse caso é, e nem eu sei como ser diante dela. As palavras no whats tem outro peso. Os emotions parecem querer dizer algo subliminar…

Ok… deixa ela pra lá então…

Mas e quando se esperou tanto? E quando se criou tantas expectativas? E quanto tu diz o que tu quer da vida e ela só responde “eu quero o mesmo que você”? Como tirar todas as borboletas do estômago?

A amor, acho que mais do que qualquer outro sentimento, é daqueles que faz a gente ficar em uma montanha-russa. Pra mim é: hora amo, hora odeio, hora quero que f***. As vezes quero estar junto que nem chiclete, em outras quero distância tanto quanto possível pra ordenar os pensamentos.

Depois que se passaram 8 anos, eu pensei “não quero mais isso de novo… não de novo”. E agora, puf, já era, porque estou enrolada emocionalmente até o pescoço.

Dizem que dormir é o melhor remédio… vou tentar esse por hoje!

Pra finalizar, uma música que amooo, que acho que retrata tudo (Oitavo Andar, Clarice Falcão):

Quando eu te vi fechar a porta
Eu pensei em me atirar pela janela do 8º andar
Onde a Dona Maria mora
Porque ela me adora e eu sempre posso entrar
Era bem o tempo de você chegar no T
Olhar no espelho o seu cabelo, falar com o seu Zé
E me ver caindo em cima de você
Como uma bigorna cai em cima de um cartoon qualquer

E ai, só nos dois no chão frio
De conchinha bem no meio fio
No asfalto riscados de giz
Imagina que cena feliz

Quando os paramédicos chegassem
E os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblon
A gente ia para o necrotério
Ficar brincando de sério deitadinhos no bem-bom

Cada um feito um picolé
Com a mesma etiqueta no pé
Na autópsia daria pra ver
Como eu só morri por você

Quando eu te vi fechar a porta
Eu pensei em me atirar pela janela do 8° andar
Invés disso eu dei meia volta
E comi uma torta inteira de amora no jantar