E se… e se fosse…

Terminar anos de namoro não é fácil. Tem aquela fase do “uhul, festa”, tem aquela do “vou me curtir muito”, depois aquela dos Tinders, Happns e aplicativos aleatórios… E então vem aquela do “quero alguém de verdade”.

O alguém de verdade normalmente nunca é alguém aleatório, mas aquela pessoa que tu olha e fala… “meu, esse dá pra casar” (tudo bem que casar hoje em dia é exagero, mas pode-se substituir por “dá pra ficar um tempo bom com”). Mas olha, já digo que está difícil de achar no mercado – pelo menos pra mim.

Primeiro que tem que ser um cara tolerante e moderno… Aqui na city que eu vivo os caras são meio preconceituosos… e meus amigos são gays, eu bebo cerveja quando eu quero, e eu faço o que quero com meu dinheiro e roupas e livros… Não sou recatada, nem do lar… talvez bela… mas isso depende do ponto de vista.

Segundo que tem que ser inteligente! Gente… passar muito tempo com alguém que não se pode trocar ideia é o fim de tudo! Tudo bem… dá pra fazer sexo, mas não é só disso que vive o relacionamento (sério, pelo menos)…

Terceiro… tem que ser legal: te tratar bem, topar fazer programas de índio e inventar coisas legais pros dias de chuva e pros dias que tem que limpar a casa!… Afinal, alguém tem que limpar a casa e isso pode ser divertido também.

No meu caso, tem que ser work-a-holic também… hauahuahauah… o que é foda de achar, visto que dois seres desse tipo tendem a se estranhar.

Difícil né?

Eu estava pensando, e talvez eu tenha encontrado esse cara aí… mas tem namorada… ou vai ter por um tempo pelo menos… mas aí vem as probabilidades… Será que ele sente o mesmo?

E se? E se sentir? E se der?

Teremos que esperar cenas dos próximos capítulos… E aí eu conto! Torçam por mim, embora eu saiba que minha audiência é baixa… hehehe… mas sei que quem me acompanha quer meu bem 😉

Beijos, F.

 

Atualizações de dias que parecem meses!

Gente, quanta coisa pode acontecer em dias! Voltar de férias, dar uma parada na corrida (de correr mesmo), viajar de novo, conhecer gente nova, desistir do boy magia, começar aulas de inglês de novo! O ser humano é fantástico mesmo, porque só nós conseguimos nos adaptar a tantas variações em pouco tempo, e no meu caso, thank’s God, com certa facilidade.

De todos os posts que fiz até agora, as breves atualizações são em em relação à:

  • Trabalho: gente… tem que ter amor no que se faz, se não a gente não aguenta. Não tá feliz? Muda! Voltei a trabalhar com uma sede de fazer tudo que é incrível. Tudo bem que eu tenho uma tendenciazinha work-a-holic… mas não sei o que veio primeiro… o amor e depois a tendência ou a tendência de depois o amor…
  • Corridas: parei dois dias de correr, por causa de horários e tal… já tenho prazo e data pra voltar, mas acreditem:  2 dias já fez diferença no peso, no humor e na minha disposição. Que vício maravilhoso e encantador s2!
  • Boy magia: no final das contas não né magina não… é pesadelo… e o amor tem seus momentos de pesadelo… mas veja bem… momentos. Minha vida não vai se tornar um filme constante de terror. Estou leve, decidida e confiante no amor possível de ser vivido com tranquilidade e espontaneidade!
  • Estou indo viajar de novo (há umas três semana estava em Fortaleza e depois Floripa). Dessa vez pra São Paulo para uma ação de desenvolvimento pessoal. Depois eu conto mais disso… O que não posso deixar de contar é que toda vez que vou viajar me bate o “cagaço” de andar de avião! Hhauahua.. se não pudesse andar iria chorar de vontade… como eu posso andar eu choro de medo! Vai entender, né?

Não tenho assistido tantos filmes ou seriados… mas vi Brooklyn essa semana. Gente, que filme lindo! Óbvio que não é a toa que foi indicado ao Oscar.

É um filme que ao mesmo tempo que é leve, trás um drama forte por parte dos personagens. Quem já teve que sair pra morar fora de casa (incluindo a cidade) talvez até se sensibilize mais com o filme. Eu achei encantador! Fica aí como recomendação pra quem ainda não assistiu!

Acho que por hora é isso! Partiu São Paulo! Mando novidades em breve!

Beijos, F.

Simples… falar de amor!

Em outro momento eu escrevi sobre o amor… falando de uma pessoa que conhecia há muito tempo. Mas definitivamente não conheço. Estar com alguém com bipolaridade é estar com alguém que ao mesmo tempo que é um encanto de pessoa e um poço de animação, é também um labirinto sem saída.

Hoje pude conhecer um pouco mais o labirinto sem saída… onde nada faz sentido, tudo parece desafiar a lógica da vida cotidiana, e qualquer palavra se torna uma faca… que corta a alma.

Isso me fez pensar no que um amigo meu me disse há uns dias… “Sabe, eu achava o fulano (atual namorado) uma pessoa normalzinha demais, mas vi que a vida é boa sendo normalzinha demais”. Ouvindo a primeira vez eu pensei… “ele deve estar louco”… e agora eu penso… “o normal é bem do bom!”.

Eu tive (no meio tempo em que fiquei longe do bi) um namoro normalzinho, tão normalzinho que me irritava, porque tudo era bom, andava bem, a gente se entendia. Quando um estava emburrado o outro dava espaço, quando o outro estava alegre demais o outro comemorava, quando um queria chorar o outro só abraçava… e quando os dois estavam insuportáveis era possível falar isso um para o outro.

Eu joguei isso fora, porque era normalzinho demais… Se conselho fosse bom, a gente venderia… e não daria… mas pensa bem se você estiver prestes a jogar o normalzinho fora. Pega um caderno e começa a anotar o que é normal, e o que tu queria de loucura na tua vida. Tenta propor pro normalzinho que vocês façam o diferente as vezes… mas pelo menos tenta. Dá uma chance pra essas oportunidades.

Tenta aprender com o meu erro… se isso valer de alguma coisa.

E antes de tudo tá… te ama antes de amar o bi ou o normalzinho. Isso vai fazer toda a diferença 😉

Beijo,

F.

Ah o amor…

Estava eu aqui pensando se compartilho ou não a fossa… mas penso que talvez seja bom falar sobre o que incomoda, principalmente em relação ao amor. Mais cedo ou mais tarde todo mundo cai no vale do “amor”, que não é de todo ruim, mas que as vezes… e pra ser bem positiva, só as vezes dói. Não sei como é pra um monte de gente, mas pra mim dói “a little bit“…

Conhecer uma pessoa há 8 anos e parecer que não a conhece é triste. Ainda mais quando nesse tempo todo não se está com ela. Talvez esteja-se virtualmente, em pensamento, em querer o bem… mas não de verdade.

Como interpretar o rosto, os gestos, as palavras? Como saber o que falar? Pra mim, ser espontânea nunca foi um problema, mas nesse caso é, e nem eu sei como ser diante dela. As palavras no whats tem outro peso. Os emotions parecem querer dizer algo subliminar…

Ok… deixa ela pra lá então…

Mas e quando se esperou tanto? E quando se criou tantas expectativas? E quanto tu diz o que tu quer da vida e ela só responde “eu quero o mesmo que você”? Como tirar todas as borboletas do estômago?

A amor, acho que mais do que qualquer outro sentimento, é daqueles que faz a gente ficar em uma montanha-russa. Pra mim é: hora amo, hora odeio, hora quero que f***. As vezes quero estar junto que nem chiclete, em outras quero distância tanto quanto possível pra ordenar os pensamentos.

Depois que se passaram 8 anos, eu pensei “não quero mais isso de novo… não de novo”. E agora, puf, já era, porque estou enrolada emocionalmente até o pescoço.

Dizem que dormir é o melhor remédio… vou tentar esse por hoje!

Pra finalizar, uma música que amooo, que acho que retrata tudo (Oitavo Andar, Clarice Falcão):

Quando eu te vi fechar a porta
Eu pensei em me atirar pela janela do 8º andar
Onde a Dona Maria mora
Porque ela me adora e eu sempre posso entrar
Era bem o tempo de você chegar no T
Olhar no espelho o seu cabelo, falar com o seu Zé
E me ver caindo em cima de você
Como uma bigorna cai em cima de um cartoon qualquer

E ai, só nos dois no chão frio
De conchinha bem no meio fio
No asfalto riscados de giz
Imagina que cena feliz

Quando os paramédicos chegassem
E os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblon
A gente ia para o necrotério
Ficar brincando de sério deitadinhos no bem-bom

Cada um feito um picolé
Com a mesma etiqueta no pé
Na autópsia daria pra ver
Como eu só morri por você

Quando eu te vi fechar a porta
Eu pensei em me atirar pela janela do 8° andar
Invés disso eu dei meia volta
E comi uma torta inteira de amora no jantar