Meu bom e velho amigo… livro!

Eu sei, hoje em dia tem-se perdido o hábito de ler, e não são poucos os artigos que falam sobre a importância dessa atividade (vide Como ensinar a seu filho que ler é um prazerA importância da leitura, e ainda Hábito da leitura pode ajudar a trabalhar a concentração).

Mas eu tive sorte… cresci com a minha mãe, todos os domingos, levando eu e meu irmão pra escolher os gibis da Turma da Mônica da semana, que é claro, a gente lia tudo no mesmo dia! Depois disso, comecei a ler a boa e velha Capricho (aquela mesmo, revista de adolescente), e terminei lendo a Veja e livros de romance, que eram pro vestibular – e o que mais me marcou foi um que se passa em Floripa, lugar onde fui morar!

Isso tudo não poderia resultar em outra outra coisa, se não amor! Quando um livro acaba é como deixar pra trás parte daqueles personagens que até então viviam comigo. É passar pelo luto de pessoas que existiram na minha imaginação. É como não ter mais a cumplicidade daqueles que imaginei, vi, sofri por, torci por…

O último que vai me deixar saudades é um que terminei agorinha mesmo. O Príncipe da Névoa, do Carlos Ruiz Záfon, acabou pra mim. Vai pra minha estante da lembrança, e dos livros lidos. Livro curto, intenso, um dos primeiros da carreira do autor, mas que tem o poder de prender a atenção, e atiçar a imaginação! E olha que ele classifica o livro como “para adolescentes”…

Pra quem não conhece o Carlos Ruiz Záfon, vale olhar dar uma olhadinha na biografia e obra do cara. Pra mim, os livros deles são alguns dos melhores que já li… e olha que já foram alguns: O Príncipe da Névoa, As luzes de Setembro, A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo, O Prisioneiro do Céu e Marina.

Espero que gostem das recomendações, e espero também encontrar mais gente que sofre o luto pelos livros que terminam e encerram em suas páginas um pouco de nós 🙂