Mente inquieta

Hoje recorri ao meu conto favorito da casa com meus lápis, canetas, laptop, folhas… pra colocar o pensamento em dia.

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Escutei a história de “Romeu e Julieta” hoje, e quem não conhece essa história, não é?… e sei lá, isso mexeu comigo. Cadê aquele amor a primeira vista? O encantamento? O vamos superar tudo juntos? Tudo bem, não sou a pessoa mais romântica do mundo… mas sabe quando bate?

Também escutei a história de “Sonho de uma noite de verão” e mesmo sendo uma comédia… sabe quando bate de novo?

E aí vem um cara te contar uma história de superação… na qual ele te diz que estando paraplégico ele tem sonhos e quer abrir uma empresa nova, porque antes ele queria gerar empregos para pessoas com o mesmo problema, mas usando o físico e mente de quando ele ainda não era assim… Nossa… mexe com as entranhas da gente… #pedrojanot

Voltei pra casa com um monte de questionamentos:

  • Quais meus sonhos?
  • Onde eu quero chegar?
  • Quem está comigo pra topar o que eu quero sonhar, e até onde eu contribuo com o trabalho do outro?
  • Qual meu tamanho no mundo?
  • Qual minha capacidade de realização, se as vezes, pra sair da cama já é difícil?

Se tiver alguém aí… apareça, vamos trocar uma ideia 🙂

Beijo, F.

 

Você sente solidão, é? Que bom…

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Que bom que não sou só eu que me sinto só num mundo extremamente conectado,  onde tudo aparece em tudo (e em geral coisas felizes), e todo mundo parece estar reunido com um monte de gente sempre!… Sim, porque as pessoas não colocam por aí fotos solitárias e sem gente… geralmente…

Sou daquelas que pensa que antes é melhor estar só (ou acompanhada de um bom livro ou filme) do que com qualquer pessoa que não vai te agregar nada… mas que as vezes dá uma dorzinha no coração de estar em casa “mofando”… ah, isso dá.

 

E como é a cultura de onde tu vive?

Vivo numa cidade em que todo mundo namora, ou é casado ou algo do tipo… e que quem não segue esse padrão as vezes é meio deixado de lado. Parece que estou me colocando no último degrau do universo, né? Mas acredite… já morei em outros lugares, e aqui isso é forte!

 

Então, se tu te sente sozinho mesmo com Face, Insta, Snap, Tinder, Happn e afins… bem vindo a um clube que deve ser bem maior… não deve ter só dois instegrantes (eu e você), e sim uma série de gente que precisa se encontrar, trocar ideia e aproveitar o que há de bom na vida!

Quer uma dica legal de seriado que falar um pouco disso tudo? Assiste Touch com o Kiefer SutherlandDavid Mazouz e Gugu Mbatha-Raw (os principais)… tem no Netflix! Vale a pena…

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Beijão, F.

E se… e se fosse…

Terminar anos de namoro não é fácil. Tem aquela fase do “uhul, festa”, tem aquela do “vou me curtir muito”, depois aquela dos Tinders, Happns e aplicativos aleatórios… E então vem aquela do “quero alguém de verdade”.

O alguém de verdade normalmente nunca é alguém aleatório, mas aquela pessoa que tu olha e fala… “meu, esse dá pra casar” (tudo bem que casar hoje em dia é exagero, mas pode-se substituir por “dá pra ficar um tempo bom com”). Mas olha, já digo que está difícil de achar no mercado – pelo menos pra mim.

Primeiro que tem que ser um cara tolerante e moderno… Aqui na city que eu vivo os caras são meio preconceituosos… e meus amigos são gays, eu bebo cerveja quando eu quero, e eu faço o que quero com meu dinheiro e roupas e livros… Não sou recatada, nem do lar… talvez bela… mas isso depende do ponto de vista.

Segundo que tem que ser inteligente! Gente… passar muito tempo com alguém que não se pode trocar ideia é o fim de tudo! Tudo bem… dá pra fazer sexo, mas não é só disso que vive o relacionamento (sério, pelo menos)…

Terceiro… tem que ser legal: te tratar bem, topar fazer programas de índio e inventar coisas legais pros dias de chuva e pros dias que tem que limpar a casa!… Afinal, alguém tem que limpar a casa e isso pode ser divertido também.

No meu caso, tem que ser work-a-holic também… hauahuahauah… o que é foda de achar, visto que dois seres desse tipo tendem a se estranhar.

Difícil né?

Eu estava pensando, e talvez eu tenha encontrado esse cara aí… mas tem namorada… ou vai ter por um tempo pelo menos… mas aí vem as probabilidades… Será que ele sente o mesmo?

E se? E se sentir? E se der?

Teremos que esperar cenas dos próximos capítulos… E aí eu conto! Torçam por mim, embora eu saiba que minha audiência é baixa… hehehe… mas sei que quem me acompanha quer meu bem 😉

Beijos, F.

 

Canseira só de pensar…

É, eu sei, faz uma cara que não escreve por aqui, não é? Mas essa vida de adulto tem me matado, e muita coisa mudou desde da última vez que escrevi. É tanta coisa que dá até uma canseira de pensar.

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Fiz 31 anos, e isso faz toda a diferença… tu não tem mais 30 anos… agora tu já tens “30 e poucos anos”… Dá um peso diferente. Eu sei que tem mais experiência envolvida, mais autonomia, mas beleza (sim, porque somos muito melhores hoje do que com 18 #fato)… mas é diferente se pensar como uma pessoa adulta que passou dos 30. Bom, estou trabalhando isso aos poucos e acho que vai dar certo. Minha auto estima é boa, rs…

Tem um texto bem legal que fala sobre essa coisa de idade… dá uma olhada que vale a pena! E tem uns vídeos também que sempre é de choras de rir (tá, nem tão engraçado assim) mas… Assiste lá!

Ah, uma coisa que nem vou entrar no mérito agora, mas que dá pano pra manga é usar Tinder e Happn aos 30 e poucos anos… hehehe.. mas fica pros próximos capítulos!

Também teve a mudança de casa literalmente! Gente, cresci, e tenho a minha casa agora! tudo mara! Mas caraca… dá trabalho arrumar tudo, hein! Rs…  Nos próximos vou começar a escrever sobre essa experiência do morar sozinha.. Acompanha ae!

Beijo,

F (31a).

 

A confiança em tempos de crise…

Ontem tive a oportunidade de assistir uma palestra do professor Cleuton Rodrigues Carrijo… quem puder, dá uma olhadinha na experiência e currículo dele, qe vale a pena.
Fiquei impressionada, simplesmente adorei.
De uma forma muito simples ele aponta o quando a nossa forma de se relacionar (e pensar) tem impactado as crises de inovação nas empresas e na sociedade como um todo… e isso ele faz monstrando pesquisas, gente! Sim.. não é por “achometro”!
Vivemos em um crise no Brasil que retrata não só o cenário economico, mas perda de confiança nos demais, a falta de reciprocidade nas relação… e por aí vai. De fato… como fazer com que nosso país vá para a frente, nossas empresas funcionem, nossas instituições sirvam ao bem maior se não acreditamos que a outra pessoa…. bem aquela que está do nosso lado… vai fazer o seu melhor? Se não acreditamos que ela é capaz de pensar no coletivo, ou invés de si mesmas?
Procuro sempre pensar que as coisas, situações e pessoas podem ser melhores, e tento trabalhar para isso, mas ficam aí alguns dados para pensarmos:
  • Uma pesquisa de Clemente Nóbrega, há alguns anos já apontava que não sabemos usar a “tecnologia social”. “Alta dose de confiança nas relações pessoais. Líderes pragmáticos. Meritocracia. Transparência. Inovação. A falta deles explica por que estamos comento poeira nos principais rankings internaciaonais” com relação a inovação… Dá uma olhadinha na matéria da Exame. Isso já foi em 2009…
  • Como o professor afirma, para colocar as pessoas em prol de um objetivo comum (e não estou falando de empresas não, mas do todo – e essa frase entre parenteses é minha…) precisamos confiar na oura pessoa… e cadê a confiança? O “jeitinho brasileiro” não só dos outros, mas de nós mesmo, nos deixa sempre inseguros do que vai vir da outra pessoa… #ficaadica
  • E pra concluir tem uma pesquisa – “The Global Inovation Index“, agora de 2015, que aponta o seguinte: de todos os países pesquisados o Brasil figura fica em 70o lugar entre os países mais inovadores. E se você acha que inovação é só aqui que é criado e que nunca foi feito por ninguém, está muito enganado. A inovação acontece todos os dias quando olhamos pra algo e pensamos “isso não está legal, dá pra fazer melhor…”… E tu vai lá e faz melhor, com mais excelência.
A a pergunta que não quer calar… a confiança está por traz disso tudo… Eu posso confiar em ti? Tu pode confiar em mim? Quando vamos começar a mudar esse cenário?
Eu já estou tentando!
Beijos, F.

Voltando a escrever no diário… de uma quase louca!

Minha última postagem foi há praticamente um mês atrás. Esse “um” mês me pareceu quase um ano, ou um século, ou uma infinidade de tempo. Tudo na minha cabeça passa com tanta velocidade que eu chego a ficar cansada!

Tenho feito terapia, e acredito que esse tempo longe da internet tenha me ajudado a repensar várias coisas. Eu tenho buscado deixar minha vida num ritmo mais tranquilo, equilibrando tudo aquilo que deve fazer parte da vida… Quem conhece aquela dinâmica de desenhar a “roda da vida” deve imaginar o que estou falando.

Sempre fui uma pessoa muito focada em realizar coisas: trabalhar e entregar resultados, resolver os problemas de amigos e família que me cercam, e por aí vai… Ter tempo pra mim nunca foi uma realidade muito palpável…

…E agora está sendo. Estou tirando folga, ficando mais com a minha família, estou dedicando mais tempo aos amigos, tenho lido mais pro meu desenvolvimento e divertimento, comecei a fazer inglês como forma de contatos sociais (e desenvolver a habilidade na língua, é claro)…

Pra quem tem passado ou vai passar por momentos assim (de autoconhecimento, descoberta…) minha dica é “take it easy” e “assuma uma coisa de cada vez”…

Nesse processo, quando comecei a ver meu tempo sendo esvaziado de coisas “concretas” eu quase pirei… “meu Deus, que vou fazer se não tiver o que fazer?”… Parece papo de louco, mas talvez eu só esteja externalizando aquilo que muitos sentem…

Te digo que tudo isso passa, e a gente vai começando a achar outras coisas legais pra fazer… Que nem sempre tem um objetivo claro e direcionado. Um exemplo é vir escrever esse blog! Ninguém me paga para fazer isso, ninguém me obrigada a fazer. Eu faço porque gosto, me traz satisfação e pode servir para outras pessoas.

A ansiedade não mata ninguém… Fazer de conta que ela não existe é que pode matar. Exponha o que sentes, que verás que muitos compartilham das tuas ideias e angústias… E todo mundo já sabe: juntos somos mais fortes (frase piegas, mas verdadeira).

Durante a semana procurarei trazer mais reflexões J Vou escrever sobre as coisas que venho fazendo e estão me trazendo coisas boas!

Beijos,

Fê.

Ah o amor…

Estava eu aqui pensando se compartilho ou não a fossa… mas penso que talvez seja bom falar sobre o que incomoda, principalmente em relação ao amor. Mais cedo ou mais tarde todo mundo cai no vale do “amor”, que não é de todo ruim, mas que as vezes… e pra ser bem positiva, só as vezes dói. Não sei como é pra um monte de gente, mas pra mim dói “a little bit“…

Conhecer uma pessoa há 8 anos e parecer que não a conhece é triste. Ainda mais quando nesse tempo todo não se está com ela. Talvez esteja-se virtualmente, em pensamento, em querer o bem… mas não de verdade.

Como interpretar o rosto, os gestos, as palavras? Como saber o que falar? Pra mim, ser espontânea nunca foi um problema, mas nesse caso é, e nem eu sei como ser diante dela. As palavras no whats tem outro peso. Os emotions parecem querer dizer algo subliminar…

Ok… deixa ela pra lá então…

Mas e quando se esperou tanto? E quando se criou tantas expectativas? E quanto tu diz o que tu quer da vida e ela só responde “eu quero o mesmo que você”? Como tirar todas as borboletas do estômago?

A amor, acho que mais do que qualquer outro sentimento, é daqueles que faz a gente ficar em uma montanha-russa. Pra mim é: hora amo, hora odeio, hora quero que f***. As vezes quero estar junto que nem chiclete, em outras quero distância tanto quanto possível pra ordenar os pensamentos.

Depois que se passaram 8 anos, eu pensei “não quero mais isso de novo… não de novo”. E agora, puf, já era, porque estou enrolada emocionalmente até o pescoço.

Dizem que dormir é o melhor remédio… vou tentar esse por hoje!

Pra finalizar, uma música que amooo, que acho que retrata tudo (Oitavo Andar, Clarice Falcão):

Quando eu te vi fechar a porta
Eu pensei em me atirar pela janela do 8º andar
Onde a Dona Maria mora
Porque ela me adora e eu sempre posso entrar
Era bem o tempo de você chegar no T
Olhar no espelho o seu cabelo, falar com o seu Zé
E me ver caindo em cima de você
Como uma bigorna cai em cima de um cartoon qualquer

E ai, só nos dois no chão frio
De conchinha bem no meio fio
No asfalto riscados de giz
Imagina que cena feliz

Quando os paramédicos chegassem
E os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblon
A gente ia para o necrotério
Ficar brincando de sério deitadinhos no bem-bom

Cada um feito um picolé
Com a mesma etiqueta no pé
Na autópsia daria pra ver
Como eu só morri por você

Quando eu te vi fechar a porta
Eu pensei em me atirar pela janela do 8° andar
Invés disso eu dei meia volta
E comi uma torta inteira de amora no jantar

E o sonho dessa noite foi…

… Estranho, pra variar. Então resolvi começar o dia contando sobre ele, pra depois começar o dia de um jeito leve (e suando, porque vou correr) e estudando (por sim, mesmo nas férias é necessário!).

Já estudei sobre os sonhos nas aulas de Psicologia, em que víamos que através do que sonhamos demonstramos algo que está oculto, no inconsciente. Mas esse sonho, não entendi ainda o que quer dizer.

Moro em apartamento, e sempre morrei. Nesse sonho eu estou me mudando, e vou conhecer um apartamento novo, que aparentemente é normal, mas que no quarto principal (o meu é claro!) tem uma escada gigantesca, que atravessa todos os outros andares e dá para um mirante! É mágico, mas dá uma agonia ao mesmo tempo.

Já tentei algumas interpretações, mas ainda não achei uma que pareça ser adequada. Quem sabe alguém tem uma sugestão?

 

Pra que lembrar se… já esqueci…

Há uns dias eu estava buscando recordar coisas dos meus ex-namorados. Cheiros, coisas engraçadas, brigas, viagens, aquelas coisas bonitinhas que só se fala quando se está amando. E aí que me dei conta: c***, não lembro de quase mais nada.

Tudo bem que o primeiro namoro foi há uns 13 anos, mas eu ainda não sofro de Alzheimer, não bati a cabeça e nem entrei na noia de rasgar tudo, limpar armários e coisas do tipo. Mas aí eu lembrei de uma coisa (pelo menos de uma coisa): hoje é muito fácil esquecer, já que tudo pode te lembrar de tudo a todo momento. Se escreve no whats, depois é só ler. Se está no e-mail, depois é só recuperar. Se tem celular com câmera (oi? hoje alguém não tem?) está lá a foto. Se foi numa festa, diz que bebeu e não lembra.

E o sentimento? Onde eu registro isso pra depois lembrar? Escrevendo? Talvez sim… Mas em tempos de tanta correria, que horas fazer isso? Que palavras usar pra descrever algo que talvez seja indescritível?

Quem tiver uma solução, dica, magia… por favor se manifeste, que vou escrever pra não esquecer!