O que esperar de todos os cinquentas tons possíveis? What to expect from all “fifty shades”?

Sempre adorei histórias de romance. Tenho vários livros. Embarco em todas as histórias e imagino elas na minha vida… de um jeito ou de outro.

Quando saíram as histórias dos Cinquenta Tons de Cinza e por aí vai, eu ouvi várias coisas e pensei… “É moda, não vou ler!”.  Mas bem-vindo ao meu mundo, no qual a gente nega a moda e daqui a pouco está querendo experimentar.

Comecei a ler e pensei “que p*** é essa?”. A escrita é péssima, presumível, e simplista demais. Mas vamos lá, vamos pensar que nem todas as mulheres têm ou teve acesso a esse tipo de literatura, que embora de péssima qualidade escrita, mexe com as “entranhas”. Então é claro: os livros foram um sucesso… e eu li tudo em menos de 1 mês.

O punk é que em cada página, o que me envolveu mais foi… “cara… ela sente o mesmo que eu, fica correndo atrás e só se f***… e nem era só literalmente”. Gostei dos livros (odeie o filme, é óbvio) e fiquei com o sentimento de que a autora conhecia as mulheres como ninguém!

E aí agora vem o “Grey”. Sei lá o que eu esperava, mas definitivamente não era isso que li. Então criei duas hipóteses:

  1. Ou a autora realmente entende de gente, o Grey é uma pessoa normal e sofre que nem a gente (mulheres) sofre;
  2.  Ou ela não entende nada e criou um Grey “mulherzinha”

Até pensei numa terceira hipótese que pode ser verdadeira (ou não também):  e se o mundo fosse menos complicado, a gente pudesse nascer com “vale terapia” e a vida fosse mais sincera? O Grey e a Ana não passariam tanto trabalho… e tudo bem, tudo teria bem menos emoção… Mas e se?

Prática demais? Desiludida demais? Franca demais? Sem amor no coração?

Não sei qual minha classificação, só sei que precisava externalizar minha humilde opinião!

Beijo e boa noite!


I always loved romance’s stories . I have several books. I go away on all the stories and imagine them in my life … one way or another.

When the author made the stories of Fifty Shades of Grey and so on, I heard a lot of things and thought … “It’s fashion, I will not read.” But welcome to my world, in which we deny the fashion and in a moment is willing to experiment.

I started reading and thought “that f *** is that?”. The writing is bad, presumed, and too simplistic. But come on! Neither all the woman have or had access to this kind of literature, which, although of poor quality writing, messes with the “guts”. So of course: the books were a success … and I read it all in less than one month.

The worst is that on each page, which involved me the most was not … “man … she feels the same as me, she are chasing on him, and only f *** … and it was not only literally”. I liked the books (it was the movie that i hate, of course) and I got the feeling that the author knew women like anyone!

And so now comes the “Grey”. I do not know what I expected, but it was definitely not what I read. Then I created two hypotheses:

  1. Or the author really understands people, the Grey is a normal person and suffers how we (women) suffer;
  2. Or she does not understand anything and created a Grey “woman”.

And I thought a third hypothesis that might be true (or not): and if the world were less complicated, we could be born with “therapy valley”, and life was more sincere? Grey and Ana were not spent so much work … and okay, it would have far less emotion … But what if?

Practice? Too disillusioned? France too? Without love in your heart?

I do not know what my rating, only I know is that i had to outsource my humble opinion!

Kiss, and good night!

 

Meu bom e velho amigo… livro!

Eu sei, hoje em dia tem-se perdido o hábito de ler, e não são poucos os artigos que falam sobre a importância dessa atividade (vide Como ensinar a seu filho que ler é um prazerA importância da leitura, e ainda Hábito da leitura pode ajudar a trabalhar a concentração).

Mas eu tive sorte… cresci com a minha mãe, todos os domingos, levando eu e meu irmão pra escolher os gibis da Turma da Mônica da semana, que é claro, a gente lia tudo no mesmo dia! Depois disso, comecei a ler a boa e velha Capricho (aquela mesmo, revista de adolescente), e terminei lendo a Veja e livros de romance, que eram pro vestibular – e o que mais me marcou foi um que se passa em Floripa, lugar onde fui morar!

Isso tudo não poderia resultar em outra outra coisa, se não amor! Quando um livro acaba é como deixar pra trás parte daqueles personagens que até então viviam comigo. É passar pelo luto de pessoas que existiram na minha imaginação. É como não ter mais a cumplicidade daqueles que imaginei, vi, sofri por, torci por…

O último que vai me deixar saudades é um que terminei agorinha mesmo. O Príncipe da Névoa, do Carlos Ruiz Záfon, acabou pra mim. Vai pra minha estante da lembrança, e dos livros lidos. Livro curto, intenso, um dos primeiros da carreira do autor, mas que tem o poder de prender a atenção, e atiçar a imaginação! E olha que ele classifica o livro como “para adolescentes”…

Pra quem não conhece o Carlos Ruiz Záfon, vale olhar dar uma olhadinha na biografia e obra do cara. Pra mim, os livros deles são alguns dos melhores que já li… e olha que já foram alguns: O Príncipe da Névoa, As luzes de Setembro, A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo, O Prisioneiro do Céu e Marina.

Espero que gostem das recomendações, e espero também encontrar mais gente que sofre o luto pelos livros que terminam e encerram em suas páginas um pouco de nós 🙂